Anorexia é muito mais grave do que você pensa

E aí galera, tudo bem?

Ontem eu parei para assistir ao filme “O Mínimo Para Viver” (tradução brasileira de “To The Bone”), que está em alta e vêm sendo muito comentado na internet.

O longa da Netflix escrito e dirigido por Marti Noxon de “Grey’s Anatomy”, conta com Lily Collins e Keanu Reeves no elenco e relata a história de Ellen tentando enfrentar a anorexia. A sinopse diz:

“Uma jovem de 20 anos sofrendo de anorexia embarca em uma emocionante jornada de autodescoberta em um grupo liderado por um médico pouco convencional.”

Lendo a síntese, acredito que o filme entregou o que foi prometido. Muitas pessoas esperavam mais ou acham que foi romantizado demais. Particularmente, sabendo que é um filme e não um documentário, pude sentir que a doença não é fácil de ser tratada e nem deve ser passado batido. Já existe há anos e infelizmente diversas pessoas ainda continuam sendo afetadas.

Foto: Reprodução

O que eu mais gostei foi de ter visto um grupo de pessoas lutando contra a anorexia e não somente uma. Claro que o filme é centralizado na história de Ellen, mas a gente consegue conhecer um pouquinho da história de cada um e principalmente, como se comportam entre si.

Parece bizarro, mas as neuras e vícios das pessoas destacadas são mais preocupantes do que você imagina. O medo de comer, a contagem minuciosa de calorias de cada alimento, a dificuldade de digerir cada um deles e os auto boicotes ao tratamento não são nada legais de serem vistos.

Foto: Reprodução

Outra coisa é que é impossível não perceber o quanto a atriz emagreceu para desempenhar seu papel no filme, e o mais emocionante é saber que ela mesma já passou por problemas de distúrbios alimentares.

O drama também foi feito em parceria com pessoas que sofreram da doença, o que mostra uma preocupação na hora de produzir e representar o cotidiano dos pacientes.

Foto: Reprodução

O Dr. William Beckham, interpretado por Keanu Reeves, embora tenha “pinta de galã”, mostra seriedade e comprometimento com seu trabalho, e o mais legal, naturalidade para conversar com os seus pacientes e familiares, não deixando suas vidas mais turbulentas do que já são e tornando o tratamento menos doloroso.

Foto: Reprodução

A parte mais “tranquila” do filme são os dilemas de autodescoberta dos jovens, como opção sexual, o próprio sexo e paixões juvenis. Entretanto, o longa não foge do tema da anorexia por muito tempo, mostrando os altos e baixos do grupo, pois quando parece que está tudo bem, existem recaídas novamente.

Por fim, a impressão que tive é que o que é mostrado no filme é apenas uma representação do problema real, mas nem por isso deixa de merecer atenção, e serve como um alerta, retratando que a anorexia é uma luta constante e que os amigos e familiares ao redor precisam ter paciência e muito amor para vencer o problema junto à pessoa que sofre.

Pra quem quiser assistir, “O Mínimo Para Viver” está disponível na Netflix.

Até a próxima!

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Written by Camila Paroche
Camila, 22 anos, São Paulo. Publicitária, criadora de conteúdo, apaixonada por entretenimento e tudo o que possa me desenvolver! Meu hobby? Música, filmes, séries, livros, fotografia e cuidar desse blog lindo haha ♡ Me acompanhe mais pelo Instagram: @camilaparoche